sábado, 28 de abril de 2012

Um Conto sobre Bondage - Parte 3 - Final!


Por P. - Casal Bondagista.

Cuidado com Aquilo que Deseja e a Camisa de Força

PARTE 3

P. então foi conduzido até a porta do quarto e sua venda foi retirada. Neste instante, a única restrição que ele usava era a camisa de força.
- Certo! Como prometido você pode vir para o quarto dormir. Lá é seu lugar. Apontou para um colchão de solteiro no chão ao pé da cama.
P. fez uma cara de espanto, se sentiu enganado. S. continuou. 
- Eu nunca disse que você iria dormir na mesma cama que eu, mas somente junto no mesmo quarto. O que para alguém na sua situação é um privilégio. Agora se você está achando ruim, não tem problema, vamos voltar lá para o escritório, eu recolo a mordaça, refaço o hogtie, pode vir comigo.
- Não não, por favor, está muito bom aqui. Obrigado. 
- Bom menino, começando a dar valor. - S. fala com um sorriso sarcástico. - Agora deita quietinho lá e vai dormir.
P. se deita no colchão no chão. S. apaga a luz. 
P. desmaia na cama em sono profundo. 
- Bom Diiiiiaaa!!!!
P. abre os olhos e examina a sua volta, por um instante ele chegou a achar que a noite de ontem havia sido apenas um sonho, mas a camisa de força amarrada em seu corpo e a visão de estar dormindo no chão rapidamente o fazem recobrar sua memória e sua situação. Raios de sol adentram o quarto, demonstrando que já era dia claro.
- Você dormiu bastante hein? já são quase 10:00 da manhã? ficou cansadinho? - S. da uma risada.
- Olha só, eu acordei bem cedo e tive muito tempo para planejar seu dia. Afinal para alguém que vai ficar amarrado até 2ª feira, a gente precisa de alguma organização, criar uma rotina. Separei tudo que a gente tinha aqui, cordas, mordaças, vendas, bandagens, fita adesiva...
P. não consegue ainda acreditar que ela vai mesmo seguir com o plano.
- Mas então eu pensei, tadinho, isso é injusto com ele, será que ele realmente quer isso? Me bateu aquela dúvida, e pensei comigo mesmo, não, claro que não, ele não é pervertido a esse ponto, quem gostaria de algo assim? Mas como saber a verdade? Você quer ou não quer? Bom tem um jeito de descobrir!
P. continua deitado, calado, ouvindo. S. vem e senta sobre a cintura de P., e continua falando, seus olhos brilhando.
- Perguntar diretamente não adianta, você pode mentir para querer escapar, o único modo é testar você, afinal a gente não consegue esconder a excitação que sente pelas coisas não é? - S. faz um sorriso malévolo.
P. começa a ficar preocupado com o rumo que a conversa esta tomando.
- Então o negócio é o seguinte: Eu vou passar algum lubrificante na minha mão e começar a bater uma punheta para ti, enquanto eu bato a punheta vou falar tudo planejei para você até 2ª feira, tudo que vai acontecer com você. Apenas 5 minutos de punheta, se você gozar nesses 5 minutos, ficará claro para mim que devo mante-lo amarrado e controlado até o fim. Por outro lado se não gozar, o que é perfeitamente possível, eu te libero agora mesmo e vamos caminhar no parque e tomar um chimarrão.
- Viu como sou boa contigo?
P. estremece, antes mesmo de S tocar no seu pau, ele já esta latejando, ele sabe muito bem que quando o jogo começar, será impossível segurar. S. também sabe muito bem disso, ela nunca quis realmente soltar "P", nas apenas criar mais uma situação de dominação. Faze-lo se incriminar pelos próprios desejos.
Com um salto, S se levanta e busca um lubrificante que passa na própria mão, quando ela toca no pau de P, ela já vê o quanto ele está duro antes mesmo de começar a brincadeira.
Ela lentamente começa a espalhar mais lubrificante e bater a punheta com um largo sorriso. - "HHmmmm acho terei um convidado amarrado até 2ª feira."
P. fecha os olhos e tenta se concentrar o máximo que pode.
- Então, como eu ia dizendo, essa manhã teremos camisa de força, mordaça e capuz escuro até as 12:00. Banho e Almoço. 13:00 Mumificação com filme plástico e fita adesiva, com todo o seu corpo amarrado, somente a boca vai ficar livre por que eu quero sentar minha bucetinha quente para tu chupar até eu gozar. 15:00 Você mumificado enquanto eu uso você de tapete pisando em seu corpo. 16:00 Minha múmia vai massagear meus pés com a sua língua.....
P. não consegue resistir aquelas palavras que entram fundo na sua imaginação, era um jogo que ele estava fadado a perder. Geme alto e explode em um gozo acumulado, em jorros de esperma quente.
- Rsrsrsrsrsrsrsrs meu deus, não chegou a 2 minutos, eu nem contei 20% do planejado. Não precisa dizer mais nada. Com certeza você fica! Depois você ainda diz que eu não sou boazinha com você.
Antes que P. pudesse se recobrar do gozo, ainda pegando ar, sentiu novamente uma mordaça enchendo sua boca e sendo presa em sua nuca, um capuz de pano escuro desceu sobre sua cabeça.
- Como eu disse, "Cuidado com aquilo que deseja, você pode conseguir." - Sussurrou no ouvido de P., antes de apagar a luz e fechar a porta do quarto.
Após o gozo intenso, P. sentiu de forma mais vívida novamente a camisa de força no seu corpo, sua resistência as restrições tiveram uma queda brusca, passado o tesão e voltando por um instante a realidade, ele sentiu que já estava cansado e um pouco dolorido. No entanto, de uma coisa ele tinha certeza agora, S. não estava brincando, ele não iria ser solto tão cedo, ela tinha ele completamente em suas mãos.
P. se acalmou aos poucos, relaxou, se entregando a situação, que escolha ele tinha? afinal ele sabia, quem ele iria enganar? queria aquilo, ele amava aquilo. Passados 20 ou 30 minutos ele sentiu sua resistência começando a ganhar força novamente... já faziam quase 18 horas desde que ele foi preso naquela camisa de força.
P. estava perdido em suas fantasias quando ouviu S. voltando ao quarto, ela deitou ao seu lado e o abraçou por um instante, depois disso ela removeu o capuz de pano e a mordaça. 
- Então? Será que te ajudei a descobrir quem é submisso de quem aqui? Alguma dúvida?
- Não. - P. respondeu.
- Então fala, eu quero ouvir. S. replicou.
- Eu sou teu submisso. P. falou olhando para baixo.
- Que bom, então acho que a lição de hoje foi aprendida. Falou S.
Neste instante, ela virou o corpo de P. e começou a desamarrar a camisa de força. Após algum trabalho ela soltou ele completamente do bondage.
Ele abraçou ela e eles deram um longo e quente beijo.
- Obrigado S., obrigado por tudo. Eu te amo!
- O prazer foi todo meu, pode apostar. S. Piscou e deu um novo beijo em P.
- Vamos tomar chimarrão na praça? S. Falou.
- Com todo prazer! disse P.

FIM DA PARTE 3.

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