terça-feira, 17 de setembro de 2013

Outro Conto sobre Bondage - 3ª Parte

1ª Parte "Huntress - Capítulo 1: O Sequestro por encomenda." http://casalbondage.blogspot.com.br/2012/11/outro-conto-sobre-bondage.html

2ª Parte "Huntress - Capítulo 2: Sim, Eu Quero Ser Sequestrado" http://casalbondage.blogspot.com.br/2013/08/outro-conto-sobre-bondage-2-parte.html

Vamos publicar o 3º Capítulo deste conto, a história completa de "Huntress".

Lembrando que é um conto de ficção, sobre bondage, fantasias de rapto ou sequestro e dominação forçada. Vale aqui esclarecer que o conto não é erótico no sentido convencional, mas sim uma história de sequestro e suspense. 

Temas: Conto de ficção sobre dominação feminina, dominação forçada, rapto ou sequestro, bondage, camisa de força, mordaça.

Huntress

Capítulo 3: No Cativeiro.

Huntress continua sua a conversa com Pedro, a recepção de boas vindas.
Ele continua imóvel sentado no chão frio de cimento, imobilizado em uma camisa de força, tornozeleiras de couro prendem seus pés juntos, e por fim, a mordaça, uma bola de pano que estufa sua boca, abafando seus sons e imobilizando sua língua, incontáveis voltas de fita adesiva selam a mordaça apertada em Pedro.
Huntress ainda de pé segura uma folha de papel, aquela folha é o histórico do sequestro de Pedro, aquele sequestro em que Huntress trabalhou para a Companhia do Sequestro.
- Lembra do seu sequestro Pedro? Adorei aquele trabalho, ser paga para realizar a sua fantasia, quando li a ficha peguei o trabalho na hora, suas preferências eram assustadoramente semelhantes as minhas.
- Juro que gostaria de ter te trazido para cá naquele dia, mas seria completamente errado, nunca faria algo sem consentimento.
- Você pouco me conhece não é? Sou apenas uma fetichista igual a você, fantasiava sobre bondage desde os meus 16 anos, lembro de me imaginar sendo a mulher gato, amarrando o batman. (risos)
- Depois que fiquei adulta, acabei entendendo meus estranhos desejos, li muito sobre tudo, veio a internet, aprendi que podia exercer meu lado dominadora.
- Amarrei muitos carinhas bondagistas, muitas brincadeiras, me diverti.
- Mas eu queria ir além das simples brincadeiras, fiquei obcecada pela fantasia de sequestrar um homem na rua e levar ele para minha casa.
- Obviamente, não iria fazer isso, é errado, nunca faria algo assim sem o consentimento.
- Então minha obsessão passou a ser encontrar um cara que topasse, alguém que fosse fetichista o suficiente, um bondagista sem limites, alguém insano o bastante, para dizer sim a todas as minhas condições.
- Passava dias pensando nisso, planejando, buscando, imaginando, fantasiando.
- Falei com vários caras que gostavam de ser amarrados, bondagistas, mas chegava na hora "H", quando eu explicava os detalhes, do sequestro, das regras, todos desistiam, e não foram poucos os que tentei.
- Cheguei a pensar que não encontraria alguém disposto, até conversarmos ontem a noite.
- Finalmente encontrei o que procurava, portanto não espere que eu deixe você escapar assim tão fácil.
Pedro apenas escutava aquele monólogo, incapaz de argumentar qualquer coisa com Huntress.
- Só devo lembra-lo Pedro, aqui você você terá muitas regras a seguir, e na medida que eu entender necessário, irei explicando cada uma delas, ao sabor da minha conveniência, não iriei repetir uma regra mais de uma vez, no entanto, exigirei que você esteja atento e preste atenção no que eu falar sempre. O descumprimento de regras ou ordens minhas acarretarão em punições. 
- Eu gosto de controle, e aqui você será controlado, o tempo todo, seguirá minhas regras, será disciplinado por mim, lembrá do que falei? Aqui é o meu mundo.
- Você entendeu Pedro? Entendeu direitinho? - Huntress pergunta olhando nos olhos de Pedro.
Pedro não consegue ainda assimilar toda a conversa por inteiro. Era difícil até de pensar com clareza.
Pedro apenas movimenta um sim com a cabeça, uma resposta submissa aquela situação.
- Bom menino. Huntress responde sorrindo e afagando a cabeça de Pedro.
Após o breve afago e sem falar mais uma palavra sequer Huntress sai daquela sala deixando Pedro com seus próprios pensamentos.
Pedro não conseguia acreditar ainda no acontecido, como ele havia sido tão burro de colocar-se naquela situação.
Naquela altura ele já duvidava que qualquer explicação seria suficiente para conseguir escapar dali. O que ele diria para Huntress? 
E como falaria com ela? afinal aquela maluca não deixava ele sequer ficar sem uma mordaça.
Controle? Regras? Disciplina? Que tipo de sequestro era aquele?
Escapar não era uma opção. Huntress era tarada por bondage e amarrações.
Aquela camisa de força, a tornozeleira de couro, a mordaça, tudo era pensado, planejado em detalhes, ela queria restringir e imobilizar, mas sem machucar, tudo arquitetado para que suas vítimas pudessem ficar horas ou dias presas com relativo conforto, mas sob seu controle.
Pedro ficou ainda mais brabo consigo mesmo quando sem aviso, e sozinho naquele turbilhão de emoções conflitantes, sentiu uma forte ereção entre as pernas. A mesma excitação que havia colocado ele naquela confusão agora voltava.
Para lembrar-lhe que no fundo e apesar de tudo, ele sentia tesão por aquelas coisas.
Pedro respirou profundamente, tentando manter o autocontrole, ele iria pensar em algo, acharia uma saída, tinha que achar.
Não soube dizer quanto tempo passou, perdido em seus pensamentos, até que Huntress entrou novamente na sala.
Huntress falou: "Você será alimentado e hidratado em períodos de tempo escolhidos por mim, nestas ocasiões, colocarei você sentado em uma cadeira, sua mordaça será removida temporariamente, no entanto, você não tem permissão para falar sem ser previamente autorizado, você deve se limitar a comer e beber o que for oferecido, ao final, quando estiver satisfeito, abra a boca e deixe-a aberta para indicar que você já pode ser amordaçado novamente."
Ao final da explanação Huntress sentou Pedro em uma cadeira de metal e removeu sua mordaça. Ele permanecia no entanto ainda amarrado a camisa de força e tornozeleiras.
Huntress cuidadosamente posicionou o bico de uma garrafa de isotônico entre os lábios de Pedro e cuidadosamente virou o líquido para que ele pudesse beber.
Ele por sua vez sorveu o líquido em grandes goles, estava com sede e sinceramente não sabia quando teria a chance de novamente beber algo.
Enquanto bebia Pedro pode olhar mais de perto para Huntress, pode verificar que por trás daquele capuz se escondiam penetrantes olhos castanhos claros que o fitavam diretamente.
Ele baixou seus olhos, como que fugindo daquele olhar e abriu sua boca sinalizando que já podia ser amordaçado novamente.
Huntress sem falar uma palavra sequer estufou novamente a boca de Pedro com uma nova bucha de pano e prendeu firmemente com várias voltas de fita adesiva. Por fim ela passou sua mão apertando a fita sobre os lábios de Pedro só para ter certeza que tudo estava no devido lugar, virou as costas e deixou a sala fechando a pesada porta de metal.
Pedro ficou um momento com seu olhar perdido em direção a porta fechada, sua boca ainda se adaptava a nova mordaça que era muito parecida com a antiga.
A sua ansiedade começou a aumentar, como ele faria para se comunicar com ela? Estava sempre amordaçado e quando não estava amordaçado não podia falar.
Então aconteceu, Huntress voltou algum tempo depois, e no momento em que a mordaça foi removida ele quebrou seu silêncio, ela tinha que ouvi-lo.
Sua voz quebrou o silêncio ecoando na sala: "Huntress, por favor, você tem que me ouvir, deixa eu falaaMMMmPPPPpMMMmmHHHhhHHHHHHHHHHHHHHHHH!"
Com uma rapidez espantosa Huntress conseguiu empurrar um largo chumaço de pano fundo por entre os lábios de Pedro, tampando sua voz quase que instantaneamente, com muita agressividade ela fixou a mordaça com diversas voltas de silver tape, era possível ouvir o barulho estridente da fita adesiva desenrolando do rolo e ao final silenciando Pedro por completo.
- MMMPPPPPPPHHHHHHHHHHHHHHHHHHHMMMPPPHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH. Pedro protestava coisas inaudíveis, completamente impotente diante daquilo, era possível ver a frustração em seus olhos.
Huntress fala energicamente:
- Agora chega! eu avisei claramente, você não tem permissão para falar sem ser autorizado. Você é burro? Você acha que eu estou brincando?
Huntress saiu da sala por um instante e retornou carregando uma sacola de ginástica preta, sem anúncio prévio retirou de dentro dela algo parecido com um capuz, era como um pequeno saco de pano escuro, e sem rodeios deslizou o capuz improvisado sobre a cabeça de Pedro, deixando-o completamente as escuras.
Com ele completamente cego, Huntress pode pegar um de seus objetos favoritos, era um saco muito grande, um saco de correio, daqueles antigos vistos em filmes, feito de lona branca, um tecido parecido com brim grosso, era como uma "Mailbag" usada antigamente nos shows de Harry Houdini. Naquele saco de tecido grosso era possível colocar um adulto dentro.
Cuidadosamente ela arrumou o saco no chão da sala, deixando-o com a boca aberta, como que armando a armadilha para ser pisada. Logo em seguida ela falou com Pedro que cego não sabia o que esperar.
- Vem, anda. Ela ajudou-o, dando-lhe um abraço, já que para ele era impossível ficar de pé sozinho, aos pulinhos ela foi conduzindo Pedro até que ele pulou com os dois pés amarrados dentro da boca do saco que estava aberto no chão.
- Pronto! 
Ela disse.
- Esta sentindo o tecido abaixo de você, agora eu vou ajudar você a se ajoelhar. 
Ele consentiu com a cabeça. Ele estava com medo, desnorteado. 
Rapidamente Huntress conduziu Pedro até que ele ficou imóvel ajoelhado, sem mais rodeios ela puxou as laterais do saco, subindo as paredes de pano sobre o corpo dele, em menos de 2 segundos ela já tinha ele inteiro dentro do saco e começava a amarrar a bocal.
Quando o pobre Pedro compreendeu o que estava acontecendo, já era tarde demais, Huntress já havia amarrado a boca do saco com pelo menos uma dúzia de nós cegos, portanto, escapar não era mais uma opção.
Dentro do saco era quente e apertado, quase claustrofóbico, ele continuava amarrado na camisa de força e bem amordaçado, mas agora, por causa do pouco espaço, estava encolhido, seus joelhos quase tocando o peito, o pano grosso do saco envolvia seu corpo, restringindo os movimentos, comprimindo. 
Huntress então perguntou novamente em tom de voz autoritário: 
- Você ainda acha que eu estou brincando?
Ela então empurrou levemente Pedro que estava encolhido dentro do saco, a perda de equilíbrio foi inevitável, ele caiu de lado no chão, foi uma queda pequena e lenta, que não o machucou.
Huntress então colocou a sola de sua bota sobre o saco amarrado, espremendo o corpo de Pedro levemente na medida que falava.
- Você vê Pedro? Entende quem tem o controle aqui?
Para Pedro naquele momento não havia qualquer dúvida sobre esta resposta.
- Da próxima vez que eu mandar você não falar você vai me obedecer Pedro.
- Sobre seu castigo, você vai ficar no chão, assim mesmo, do jeito que você está, até eu deixar de ficar braba com você.
Huntress então virou as costas e deixou sua vítima sozinha na sala.
Pedro tentava manter a tranquilidade, mas isso não era possível. suas esperanças de escapar daquela situação haviam sido literalmente pisoteadas.
Sua tentativa de falar sem autorização terminou de forma desastrosa, afinal, não conseguiu sequer pronunciar uma oração completa, antes de ser impiedosamente silenciado.
Ele tentou avaliar a situação. Mas tudo que sentiu foi o abraço apertado da camisa de força, o gosto de pano da mordaça e a cola da fita adesiva que selava seu lábios, estava escuro, mas ele sentia um calor opressivo, seu corpo comprimido dentro do pesado saco de correio.
Pedro era incapaz de escapar da situação montada por Huntress.
Sentiu-se então drenado de energias, concluiu que não iria resistir, não tinha forças para lutar naquele momento, então ele aceitou.
Passaram-se perto de três horas, no entanto, na visão de Pedro o tempo passou muito mais devagar, ele podia jurar que já estava lá a mais de dez.
Ele ouviu o barulho de passos e em seguida a voz de Huntress que quebrou o silêncio:
- Vim aqui te ver, quem sabe te tirar do saco, mas assim que entrei na sala descobri que ainda estou muito braba, melhor você ficar ae.
- Já vi que com você terei que agir de forma mais rígida do que planejei inicialmente. Você mal chegou no cativeiro e já descumpre uma simples ordem de não falar?
- Juro que minha vontade agora era amarrar uma corda bem grossa na boca desse saco e usar minha polia de suspensão para pendurar ele na altura do teto, deixar você pendurado para passar a noite.
- Aposto que pela manhã você estaria bem mais cooperativo.
Pedro que agora estava reduzido a um brinquedo nas mãos de Huntress tentou suplicar da única forma que podia.
- MMPPHPPPHPMMMPPPHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.
Huntress então agarrou a boca do saco e começou a manusear as cordas. Pedro gelou de medo, estava chegando ao seu limite, não queria passar mais tempo ali.
- MMMPPPHHHHMMPPPHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.
Subitamente sentiu a boca do saco se abrir, o ar externo entrando, ela estava desamarrando-o, seu capuz também foi removido, Pedro então esticou seu corpo ainda amarrado à camisa de força e deitou-se no chão de cimento exausto, e ficou lá, imóvel, quieto.
- Agora vou te ajudar a comer, beber, ir ao banheiro e preparar você para sua cela, mas se alguma coisa der errado, qualquer coisa, e eu juro que o final do seu dia será pendurado dentro desse saco. Entendeu?
Pedro ficou imóvel, sem reação, quase que aterrorizado.
- Entendeu? Huntress segura o queixo de Pedro, virando seu rosto de maneira a obriga-lo a olhar diretamente dentro de seus olhos ameaçadores.
Pedro acena um sim com sua cabeça e confirma com um grunhido abafado: - MMppHHHH.
E assim aconteceu, depois da avalanche de acontecimentos recentes, os procedimentos de alimentação, higiene e arrumação ocorreram sem surpresas.
Huntress executava cada ação sempre visando o controle da situação, isso significava que mesmo atos simples como, se alimentar ou ir ao banheiro, eram um procedimentos planejados, cheio de regras, Pedro estava sempre algemado, amarrado ou restrito de alguma forma, como se estivesse na ala de segurança máxima de um hospital psiquiátrico.
Neste período Pedro pode observar que aquele porão era muito maior do que ele havia imaginado inicialmente, as duas portas de metal levavam a lugares diferentes, uma das portas levava a saída, era por lá que Huntress sempre aparecia, no entanto, a outra porta levava a um corredor de vários metros, onde havia banheiro, um pequeno lugar que parecia um refeitório e por fim duas portas de metal que pareciam celas. E foi para uma dessas portas que Pedro foi levado.
Pedro foi conduzido para dentro de sua cela, era um espaço pequeno e sem janelas, com um velho colchão surrado jogado ao chão, as paredes seguiam a decoração padrão daquele lugar, tijolos vermelhos e cimento puro, a porta era sólida de metal, sem pintura, com apenas uma pequena janela "espia" que servia para que as pessoas de fora pudessem olhar. Além disso, ele verificou que também dentro desta cela havia uma pequena câmera de vigilância.
Huntress depositou Pedro na cela, Ele então sentou-se na beirada daquele colchão para descansar, no entanto, ainda permanecia amordaçado e vestindo camisa de força. 
Ouviu-se então o barulho da fechadura da porta sendo chaveada. A seguir a pequena janela "espia" se abriu, de dentro da cela Pedro observou os olhos penetrantes de Huntress que fitavam-no por aquela pequena janela retangular.
- Bem vindo ao Lar Pedro!
"Click". A luz da cela se apagou por completo, tudo ficou em total escuridão.
Não restou alternativa para Pedro a não ser deitar-se no colchão e ficar lá no escuro, aprisionado, até eventualmente cair no sono.

Um comentário:

  1. Nossa, eu sonho com isso. Adoraria viver isso.

    fernando.workaholic@gmail.com

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