segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mumificado, realizando uma fantasia.

Baseado nos relatos de Mumman Mark, que estavam no artigo traduzido na publicação anterior deste blog, fiquei decidido a viver um pouco mais intensamente as minhas fantasias de mumificação e bondage intensa. Falei com S., que com tranquilidade aceitou me ajudar a por em prática meu plano.

Primeiramente, importante salientar, que sou bondagista por natureza desde que me conheço por gente, e dentre meus fetiches, aquele mais latente em mim sempre foi o fetiche por "bondage". Desde muito cedo (11-12 anos de idade), já fantasiava em minha mente cenários onde estava totalmente imobilizado ou amarrado, então ser mumificado para mim é apenas a consumação dos meus íntimos desejos.

O planejamento e execução desta cena foi complexo por vários motivos, primeiro montei uma cena de mumificação pesada, imobilizante, paralizante, se você leu a publicação anterior vai notar muitas semelhanças entre os cenários, já que basicamente o cenário é baseado naquela forma de mumificação, somente adaptado a minha realidade, além disto, considerando que diversos detalhes seriam executados pela primeira vez, muita coisa devia ser experimentada, era novidade tanto para S. quando para mim "P.". Não saberíamos ao certo quais detalhes funcionariam, como as peças se encaixariam, como seria a minha reação e também se "S." conseguiria executar sua parte no plano.

O resultado final pode ser visto nas fotos no final do texto,  posso dizer que foi uma experiência excitante, com momentos e sensações inesperadas, a construção da imobilização demorou mais de 30 minutos de relógio, e já era tarde da noite, estávamos relativamente cansados, mas eu queria muito tentar na prática aquela mumificação.


Basicamente a imobilização era uma mumificação vestindo camisa de força e com privação total de sentidos: Como roupa de baixo estava vestindo camisa de manga longa e shorts de lycra preta, para os pés estava usando dois pares de meia soquete.  o objetivo era proteger parte do corpo do contato direto com a camisa de força em lona (que pode raspar e irritar a pele) e também do contato com o filme plástico que cola na pele e bloqueia os poros, dificultando o suor, o que causa superaquecimento mais rápido. Na cabeça estava vestindo uma touca de natação preta feita de borracha, e então, começamos a executar o plano, primeiro coloquei protetores auriculares internos nos ouvidos, depois usando fita adesiva de PVC, daquelas usadas para demarcação de solo, fui amordaçado, a fita foi colada em meus lábios e foram dadas três voltas ao redor de minha cabeça, estava realmente apertado, era uma faixa de 5cm de fita, muito firme, espremendo meus lábios e meu rosto.

Após isso, "S." usou os rolos de bandagem (ataduras), eram ataduras de 10cm de espessura, cada rolo tinha 1,8m de comprimento, ela mumificou minha cabeça usando 3 rolos de atadura, a cabeça totalmente enrolada, somente meu nariz ficou de fora. Para finalizar ela aplicou novamente a fita adesiva, voltas de fita sobre minha boca e sobre meus olhos. Ao final, tudo estava exatamente como planejado, eu estava completamente cego, ouvia pouco e estava amordaçado. A privação de sentidos estava completa.

A partir deste momento, "S." seguiu o plano que havia sido traçado, primeiro minhas mãos foram enluvadas com grossas luvas de PVC, depois com camadas de meias, primeiro um par meias soquete, depois três pares de meias de futebol, ao final havia perdido a sensibilidade dos dedos e das mãos, seria impossível me desamarrar. Logo em seguida, minhas mãos enluvadas foram conduzidas dentro das mangas da camisa de força, aquela já conhecida camisa de força, cuidadosamente ela vestiu a camisa de força em mim, e amarrou ela bem apertada, justa, inescapável. Na sequência, ela fixou um colar cervical de espuma no meu pescoço. Pegou a bobina de filme plástico industrial e começou a enrolar a parte superior de meu corpo com várias voltas de filme, enquanto eu ficava lá de pé amordaçado, sem ver ou ouvir nada, apenas sentindo a pressão da forte película. Eu havia criado o plano daquela cena, então sabia cada passo do que iria acontecer comigo, ainda assim, tudo era novidade e o somatório das restrições era tão ou mais poderosas do que eu havia imaginado. Eu estava muito excitado, sem dúvida, mas também era surpreendente o quanto eu já estava me sentindo vulnerável, o barulho mais alto que eu ouvia era o barulho de minha própria respiração. Eu respirava pelo nariz e ouvia os sons exteriores com dificuldade, "S." precisava dar ordens em alto e bom som, mesmo a apenas 0,5 metros de distância. A sensação de restrição do colar cervical, naquela situação estava muito mais poderosa do que na teoria, pois mesmo preso com uma pressão média em meu pescoço, respirando somente pelo nariz, aquilo me parecia sufocante.

Descobri, com muito esforço, que era possível descolar a fita adesiva de meus lábios, com isto era possível gemer algumas palavras pouco inteligíveis, mas consegui avisar "S." para afrouxar o colar cervical, então ela recolocou ele bem frouxo, o que me aliviou, mas deixou aquela restrição sem muito propósito, estava muito frouxo, mas fiquei quieto.

Seguimos em frente, ela então, acabou de mumificar a parte de cima de meu corpo, também enrolou ambas as pernas separadas com o filme plástico, ela então me conduziu a cadeira, com um cinto de couro ela prendeu minha cintura no encosto da cadeira. Depois mumificou minhas pernas juntas com o filme plástico, finalizou com a fita PVC reforçando a restrição com voltas de fita adesiva em meus tornozelos e abaixo de meus joelhos. Por fim, com aquele rolo de fita adesiva PVC em mãos, ela fixou meu tronco no encosto da cadeira e finalizou o trabalho com mais voltas de filme plástico  industrial. O trabalho todo, do início ao final, demorou não menos do que 30 minutos. Era o primeiro trabalho de "S.", mas havia sido bem executado. Com a máquina fotográfica em punho ela começou a tirar fotos, as fotos que estão no final deste texto.

Eu estava ainda absorvendo o impacto de sensações daquele momento, a parte superior de meu corpo que estava amarrada na camisa de força e fixada com filme plástico e fita adesiva parecia uma massa compacta única, era sólido, inescapável, apertado e poderoso. Eu estava fixado na cadeira, não havia escapatória e a mumificação de minha cabeça, a privação de sentidos estava funcionando conforme o esperado. Menos o colar cervical de espuma, que havia ficado muito frouxo.
"S." então perguntou se tudo estava bem e ela poderia sair por um instante.

Eu consegui me comunicar que "sim", mas queria que ela aperta-se um pouco o colar antes de sair.
Ela então, apenas fazendo o que eu havia sido pedido, apertou o colar cervical, a tensão era média, não havia qualquer aperto que restringi-se a respiração, apenas eu podia sentir aquela espuma toda circundando meu pescoço, a mesma pressão que alguém teria se tivesse um colar cervical aplicado.
"S." saiu da sala.

Sozinho, senti novamente aquele desconforto do colar cervical, somado a todas as restrições e a situação de somente respirar pelo nariz, o colar cervical rapidamente me parecia sufocante, só que eu estava sozinho agora.

A reação me pegou de surpresa, senti que estava entrando em pânico, então instintivamente chamei por "S." passou 20 segundos e não tive resposta, chamei por ela de novo, deve ter passado mas uns 30 segundos sem resposta, eu sabia que era só questão de me acalmar, o colar era apenas desconfortável, mas não havia nenhum perigo real. Mas não conseguia me acalmar, chamei por "S." novamente mais forte, mas passavam-se os segundos e não tinha qualquer resposta, estava sozinho, então gritei mais forte por trás da mordaça. Não deve ter sido mais de 2 ou 3 minutos até ela reaparecer, ela apenas estava no banheiro.

Quando ela chegou meu coração batia rápido, me surpreendi, fui pego de surpresa, nunca imaginei que poderia ser tão fácil ser colocado em uma situação limite, eu estava na beirada de entrar em pânico, pela primeira vez havia tocado na borda de um limite bondagista, em minhas fantasias nunca imaginei que tivesse um limite quanto a imobilizações, nunca pensei que realmente pudesse ser levado a uma restrição tão severa a ponto de sucumbir, pedi para ela tirar o colar, ela prontamente tirou. Eu fui me acalmando e pedindo desculpa por isso. Eu havia perdido o controle. Foi intenso e surpreendente.

Assim que me acalmei, pedi para ela recolocar o colar cervical, pois parecia que sem ele eu estava solto demais, livre demais, consegui me controlar, o colar foi recolocado com a mesma tensão, só que agora "S." estava a meu lado, pedi para ela ficar comigo todo o tempo, por incrível que pareça daquela forma eu me sentia seguro, não tinha mais medo do colar, desde que ela estivesse comigo.
Ela falou para eu relaxar e aproveitar o momento, e foi aquilo que fiz, relaxei, sentia a restrição, sentia a pressão das camadas de imobilização, tudo era sólido, inescapável, era paralizante, sufocante, senti então minha excitação crescer e crescer, curti muito, lembro até agora, é excitante escrever sobre esta experiência, meu coração bate mais forte, e o desejo de voltar, de experimentar novamente, com certeza, assim que possível.

Fiquei um pouco mais de 30 minutos preso naquele lugar, mumificado, passou rápido, no entanto, alguns pequenos detalhes de restrição já estavam incomodando, como a pressão da mordaça que estava forte demais, coisas para fazer diferente da próxima vez.

Era tarde da noite, "S." queria dormir, e eu já havia pedido demais para ela, me ajudar a viver aquele momento era um presente inesquecível, então pedi para ela, antes de acabarmos o jogo, que ela sai-se da sala, fecha-se a porta e me deixa-se sozinho novamente por 2 minutos, quando ela levantou para sair eu tive medo e gemi para que ela me deixa-se sozinho por apenas 1 minuto.

Era surpreendente o grau de vulnerabilidade que aquela cena de bondage havia me conduzido, eu me sentia tão vulnerável e fora de controle, tão indefeso, que tudo estava nas mãos de "S.", eu tinha medo real de ficar longe dela, como se algo pudesse acontecer e eu não teria como me defender.

Ela então saiu, mas desta vez consegui me acalmar aos poucos e quando aquele minuto acabou, parecia que eu poderia ter ficado mais tempo sozinho, mas não muito mais. Descobri que tenho minhas limitações. Um minuto depois eu estava sendo libertado.
Olhando agora tudo que aconteceu, penso que o resultado geral foi ainda melhor do que o fantasiado, porque ele foi mais intenso, inesperado, real. 

O bondage atingiu a intensidade máxima planejada, conseguiu me tirar totalmente do controle, me subjugar, me deixar completamente vulnerável, foi muito excitante, emocionante na maioria do tempo, e o desconforto foi mínimo.

Obviamente,  é algo bem limitado se comparado as histórias de Mumman Mark, pois fiquei totalmente mumificado por um pouco mais de 30 minutos e com "S." o tempo todo ao meu lado. Claro eles tem uns 25 anos de prática semanal e nós estamos apenas começando.

Desejo muito praticar quem sabe semanalmente, ou a cada 10 dias. Com mais prática, prometo que teremos mais histórias e mais fotos.

NOTA IMPORTANTE:  Bondage pode ser muito perigoso e possivelmente fatal, especialmente quando se pratica sozinho ou desacompanhado conforme descrito neste artigo. A descrição detalhada da cena e das experiências devem ser vistas apenas como entretenimento, e não deve ser visto de forma alguma como instruções informativas.


Cabeça mumificada, colar cervical e camisa de força.

Detalhes da imobilização, escapar sozinho não era uma opção.
 
 Camisa de força e o colar cervical, que no momento da foto estava muito frouxo.
 
 Por baixo da cabeça mumificada, tampões de ouvido e muita fita adesiva.
 
Filme plástico por todo o corpo.


 










5 comentários:

  1. Meu sonho tbm é ser mumificado desse jeito,mas n tenho ninguém pra praticar comigo :'( ,mas o meu vai além,quero ser mumificado com 3 camadas de filme plástico,5 camadas de silver tape,camisa de força de couro,sleepsack de couro por cima de tudo,mordaça,e mascara de couro para finalizar *-*

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    1. Ola Anônimo. É muito bom termos visitas e comentários de pessoas que curtem o mesmo fetiche. Continue sempre nos visitando que temos muitos planos sobre matérias e fotos relativas a mumificação.
      Legal sua fantasia. ;-)

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  2. Relato muito legal, tambem desde pequeno ja curtia isso e de vez em quando pratico isso. Faço com filme pvc e silver tape. Parece loucura mas faço sessões de mais de 2 horas e deixado sozinho. Cheguei a fazer com garota de programa, mas o que mais deu certo foi fazer com travesti, tenho total confiança e sempre deu tudo certo

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    1. Ola, filme e silver tape é o clássico. Não é loucura não, a fantasia de ser amarrado e abandonado é recorrente. Pratique com segurança e com pessoas que sejam da sua confiança. Obrigado por visitar o blog.

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  3. Apesar de não praticar tenho interesse em experimentar a privação por mumificação, mas não seu como encontrar alguém que possa fazer isso comigo na minha cidade.

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