terça-feira, 28 de abril de 2015

Momento bondagista...

Tudo que lembro é que "S." pressionou a sola de seu pé sobre o capuz, diretamente na posição que se encontrava minha boca, eu senti um pico imediato de excitação, utilizando apenas um pouco da força, do peso de sua perna, ela  me amordaçou com a planta do pé, era possível sentir nitidamente a pressão que achatava o capuz e grudava minha nuca contra o chão.
Naquele momento a abertura de ar foi totalmente bloqueada, enquanto ela pressionava firme e precisamente por sobre minha boca, a pressão era forte o suficiente para me colar naquela posição, fiquei estático, e mesmo por debaixo da mordaça era como se eu pudesse sentir vivamente a sola macia de seu pé que eu tanto adoro me controlando. A sensação de "excitação" era na verdade uma descarga de adrenalina quase intoxicante, a frequência dos batimentos cardíacos aumentava, a medida que os segundos naquela condição iam se acumulando, sinceramente não deve ter passado mais do que 10-12 segundos, mas quando ela retirou a sola do seu pé de meu rosto, por um instante eu tive que me localizar no tempo e no espaço, não, não havia nenhum problema com o ar, talvez o único problema seria eu ter ficado tão deslumbrado com aquele momento que devo ter até esquecido de respirar. A única coisa que me lembro, foi de meu pensamento imediato, tal qual criança pequena, só o que me vinha a cabeça era "de novo", "de novo", enquanto em silêncio eu estava com um sorriso escondido debaixo do capuz, o que claro "S." não podia ver.
Com certeza, naquele momento, eu estava vivendo uma cena de bondage memorável, cada bondagista tem as suas fantasias, e as minhas ali, naquele instante, se somavam de forma exponencial, diversos componentes formando um todo.
Eu vestia lycra dos pés a cabeça, minhas mãos, punhos e braços estavam enluvados com diversos camadas de meias, por cima de tudo isso, eu estava atado pela camisa de força feita de lona branca, minhas pernas, joelhos e tornozelos estavam presos em cintas de couro, no meu pescoço, o colar cervical e na cabeça, vestia um capuz de lycra sem furos e por cima, meu capuz de privação sensorial. Cada detalhe da imobilização estava bem construído, sólido, bem montado, de maneira que agora no chão, deitado aos pés da cama eu me sentia completamente indefeso.
Não havia a menor possibilidade de conseguir escapar dali, tal qual um tapete de cabeceira eu estava esticado ao chão na beirada da cama, "S." sentada na cabeceira tinha um pé pressionando meu peito e outro pressionando meu pau. Ela pisava brincando comigo.
Lá estava eu, sentindo ambas as solas de "S." lentamente andando sobre meu corpo, como se cada passo fosse para marcar seu território, mostrando com seu pé a propriedade. Aquele ato era físico mas também muito simbólico. Tenho grande fetiche pelos pés de "S.", mas naquele cenário eles ganhavam nova dimensão, não é mais apenas o contato dos pés dela, beijar ou acariciar, mas a simbologia de ser o tapete deles, ser pisado por eles, como um verdadeiro escravo.
E no momento em que "S." apertou seu pé contra meu rosto, tampando minha boca, tudo ganhou novas cores, a sensação era inebriante, aquele ato de dominação, usando o objeto de meu fetiche "os pés dela", me dominava de forma quase tóxica, me controlava em todos os sentidos. Ali ela não controlava apenas meus desejos, mas também meu corpo imobilizado e indefeso, e agora também o ar que eu respirava. Tudo era dela, tudo estava sob seu controle. Aquilo me fragilizava e enchia de tesão ao mesmo tempo, como em uma montanha russa onde você sente aquele medo, mas não é um medo ruim, é uma sensação muito boa.
Tudo em questão de segundos, já que ela rapidamente aliviava o pé me deixando respirar livremente, fiquei então ali imerso, imobilizado sob os pés dela, me sentia tão bem que poderia muito bem passar uma tarde inteira daquela maneira.
Decorrido algum tempo "S." buscou nosso vibrador (um Mini Wanachi), e passou a divertir-se esfregando ele por sobre minha calça diretamente em meu pênis, enquanto simultaneamente pisava em meu corpo, naquele momento eu estava com muito tesão, mas "S." não parecia satisfeita, então, como que adivinhando o que iria acontecer, e sem dizer uma palavra, com um movimento repentino pisou em minha boca novamente, pressionando com vontade a planta de seu pé, minha reação corporal foi imediata, instantaneamente cheguei ao clímax, vivenciei um forte orgasmo, decididamente não era possível fingir, não havia como deixar de admitir o quanto eu gostava daquilo tudo.
Então hoje resolvi compartilhar, registrar, lembrei que algumas pessoas escrevem para aliviar, amenizar seus desejos e suas fantasias, mas não funcionou comigo, a cena toda não sai de meu pensamento, continuo igual, só o que me vem a cabeça é "de novo", "de novo"...



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