sexta-feira, 29 de abril de 2016

Huntress - 2º Conto - Capítulo 1: MULHERES NÃO SÃO CAPAZES.

Huntress - 2º Conto - Capítulo 1: MULHERES NÃO SÃO CAPAZES.

- E então Sara? O que acha? - Indagou Gustavo.
- Você acha que essa história é verdade Gu? - Questionou Sara.
- Sinceramente? Não acho, é algo de um blog de internet sobre bondage, a história é bem legal, mas tem coisa ai que definitivamente não fecha - Ele respondeu.
Gustavo havia acabado de mostrar para sua esposa Sara a história de "Huntress", algo que havia sido escrito por um alguém chamado "Pedro", um relato de seus dias nas mãos da "Caçadora", tudo pormenorizado em uma detalhada história de 5 partes, que o autor afirmava ser verídica...
Gustavo e Sara já estavam juntos a mais de 20 anos, tempo suficiente para ela conhecer muito bem os fetiches de seu marido que incluíam bondage, confinamento, camisas de força, mumificação e principalmente os pés de sua mulher, entre outros desejos peculiares...
Sara não era o que podemos chamar de uma bondagista, mas achava divertida a ideia de auxiliar seu marido a viver suas fantasias, afinal não era tão difícil assim atar uma camisa de força e uma mordaça para mante-lo amarrado no chão do quarto por algumas horas... para ela podia ser até excitante participar disso...
Sara então falou: - A história é bem escrita, parece loucura, mas sinceramente o que mais gostei foi daquela Huntress, achei interessante a parte em que ela assume o comando dando uma lição no tal Pedro.
Gustavo rebateu: - Falso! Essa parte é invenção! Talvez um homem até fosse capaz de fazer algo assim, mas uma mulher Sara?
Sara: - Porque não Gustavo? Já passamos da época em que mulheres eram princesas trancadas em torres...
Gustavo: - Até hoje nunca vi uma mulher que fosse igual a essa vilã diabólica de história em quadrinhos!!!
Sara: - Ahhh Gustavo, faça-me o favor! Ainda mais você que gosta de ser meu submisso!!! Gosta de lamber meus pés, ser meu capacho...
Gustavo: - Amor, pense bem, olhe a história que acabou de ler, é bem diferente, ser capaz de sequestrar um homem adulto, imobiliza-lo contra sua vontade, transporta-lo até um local e mante-lo cativo por dias? Isso definitivamente não é coisa de mulher. Você não teria tempo, força física, meios ou ajuda para fazer algo assim, sério.
Sara retruca: - Gustavo você já está me irritando, não brinca com fogo, que você vai acabar queimado.
Gustavo ri: Sara, cai na real,
Sara deixa o recinto e vai até o escritório da casa, depois de uns 10 minutos volta segurando uma folha de papel branco impresso e uma caneta esferográfica azul.
Sara mostra a caneta: - Certo Gustavo, se você esta tão certo assim que não sou capaz, assina a folha de papel aqui.
Gustavo segura a folha de papel e começa a ler seu conteúdo:
"Eu Gustavo Monteiro autorizo minha esposa Sara Camargo a planejar e por em prática meu sequestro "bondagista", nos mesmos moldes do conto que mostrei a ela e que segue impresso em anexo a este documento. Eu Gustavo fico ciente que uma vez iniciado o sequestro ficarei preso por tempo incerto. Ao final ainda pagarei o equivalente a R$ 300,00 dia a título de despesas e custos."
Gustavo levanta os olhos e pergunta surpreso: Despesas e custos? Como assim?
Sara responde de pronto: Sim, o custo que vou cobrar por você perder a aposta Gustavo!!!
Gustavo: É uma aposta agora? Então se você não conseguir me paga R$ 500,00.
Sara sorri: Tá bom! Assina aí então!!!!
Gustavo ainda no impulso por ser desafiado assina açodadamente a folha de papel e devolve a Sara.
Gustavo: Pronto Sara!
Sara olha diretamente nos olhos de seu marido: - Tu ainda vai se lembrar desse dia.
Gustavo: - Vou sim, para te cobrar os 500,00 reais.
Sara: - Gustavo, Gustavo, não me provoca.
Gustavo: - É que te ver braba e ameaçadora assim tá ficando divertido já...
Sara: - A próxima vez que eu falar sobre esse assunto, já será tarde demais.
Gustavo: Tarde demais?
Sara: -  Para tu voltar atrás nessa ideia, e aí eu que vou achar divertido!
Gustavo sorri e beija Sara: - Você tá me deixando excitado com essa história toda.
Sara retribui um selo nos lábios de Gustavo e fala: - Uhum, vai lá agora no quarto e coloca o cinto de castidade, tranca o cadeado e trás a chave. Hoje as coisas serão divertidas só pra mim....
Após esse acontecimento se passaram mais de 100 dias, e toda aquela conversa de certa forma parecia ter sido esquecida. Gustavo deve ter se recordado umas 2 ou 3 vezes de pedir para Sara seus 500,00 reais e a única resposta era "você que vai me dever dinheiro".
Era uma sexta-feira de outono e na rua havia anoitecido quando Gustavo chegou em casa do trabalho, na sala de estar de casa encontrou Sara junto com outra mulher.
Sara: - Oi Amor, esta é a Caca, ela é enfermeira lá no hospital, ela é paulista, está em treinamento aqui e participa do meu projeto, vai passar o final de semana na cidade, então convidei-a para vir jantar com a gente.
Caca era uma mulher que aparentava quarenta e poucos anos, tinha cabelos longos, belos lábios e olhos penetrantes, aparentava medir quase 1,80 de altura, e pesar mais de 85kg, seu biotipo era de uma mulher corpulenta, um pouco acima do peso ideal, no entanto, parecia ser alguém que praticava algum tipo de esporte, tinha braços e pernas definidas.
Gustavo sorriu e cumprimentou Caca que retribuiu o gesto.
Ele então foi até o quarto para tomar um banho. Caca sentada ao sofá ficou apenas analisando Gustavo caminhando pelo corredor, examinando-o dos pés a cabeça.
Sara participava de diversos projetos na área da saúde, então estes jantares eram corriqueiros.
Gustavo por fim voltou sorridente para sala e sentou para jogar conversa fora. Sara já o esperava com uma dose de seu whisky favorito.
Ele sorriu, agradeceu a gentileza, deu um beijo em Sara e sorveu um belo gole daquele whisky.
Sentou-se então ao sofá e começou uma conversa animada enquanto bebericava seu copo.
No entanto, em menos de 5 minutos começou a sentir sua cabeça ficando zonza e falou: - Amor, acho que não estou me sentindo muito bem!
Neste momento, Sara e Caca se entreolharam e rapidamente ficaram de pé, Sara retirou o copo da mão de Gustavo, enquanto Caca auxiliava-o a deitar no chão da sala por sobre o carpete. Gustavo sentia-se a cada segundo mais incapacitado.
Gustavo balbuciou: - Estou me sentido mal, me ajuda!
Sara então fez um carinho no rosto de Gustavo e falou: SShhhhh amor! Fica calmo, já vai passar, o remédio está fazendo efeito, você vai dormir logo, logo...
Gustavo retrucou com uma voz embriagada: - reméedioooo?
Sara continuou o carinho que mais parecia um cafuné e prosseguiu: - Sshhhhh não resiste, deixa a droga fazer efeito, você vai dormir, e então nós vamos te levar daqui, vamos te amarrar, te esconder, você sabe, a aposta, o sequestro, tá lembrado?
Gustavo fez um grande esforço para manter os olhos abertos e apesar de confuso notou que naquele momento Caca chegava a seu lado, segurando uma camisa de força e também um grande rolo de fita adesiva...
Sara então beijou a testa de Gustavo e sussurou ao pé do ouvido: - Sobre a minha amiga aqui, vou confessar que sim, ela enfermeira de São Paulo, mas nunca trabalhou comigo. (pausa) Aaahh o apelido dela não é Cacá, é Huntress.
Gustavo mexeu a cabeça totalmente zonzo, podia sentir seus braços sendo enluvados pelas mangas da camisa de força e então apagou.

CONTINUA...



4 comentários:

  1. Muito bom o começo da história!!

    ResponderExcluir
  2. Sera que teremos um pintinho preso este mes? Hahaha!
    Muito bom! Esperando a proxima parte!

    ResponderExcluir
  3. Teremos uma nova parte da conto!!! kkkkkkkkk
    Continue acompanhando o blog... Quem sabe um dia ele não acabe preso? talvez seja só questão de tempo.

    ResponderExcluir